Professora Ana Paula

Devagar e Sempre!!!

Textos


Advertência preliminar: você só entenderá o raciocínio a seguir se ler a parte I outrora publicada: 
https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-politica/7004781

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No contexto da Segunda Grande Guerra Mundial, aparência científica das ideias nazistas trouxe “legitimidade” para o ideal de eugenia, “decisionismo” quanto à viabilidade (ou não) da vida humana, invasões, campos de concentração, genocídio. Josef Mengele - “O Anjo da Morte” - conquistou “fama” por experimentos humanos vivos. Eis a biologia aplicada dos adeptos das teses de Hitler.

Entrementes, as teorias marxistas lograram força mediante autodeclaração em termos de “socialismo científico”. Ideia básica: forçar os homens à “igualdade”. Efetivou a ditadura do partido comunista, cassando direitos políticos dos que pensavam em sentido oposto. A utopia justificou atrocidades e o sacrifício de milhões de pessoas em busca do homem soviético desejável. A “mentalidade revolucionária” propôs o paraíso na Terra. Até hoje, há quem acredite nisso.

Hayek (Nobel de Economia em 1974) advertira na obra “O Caminho da Servidão” (p. 30): “Se, a longo prazo, somos os criadores do nosso destino, de imediato somos escravos das ideias que criamos”. O pensamento é assaz oportuno para compreender o Brasil após o (a) COVID-19: os dirigentes das esferas de poder, em cenário de incerteza, “optaram” pelo sacrifício econômico inconsequente. Eis o politicamente correto em face da suposta opinião pública.

Conclusão: intensificação do déficit público (por décadas), aumento do desemprego e da pobreza, recrudescimento da dívida pública, queda na renda da população. Não precisa de modelo econométrico para enxergar essa realidade, o que demandará reformas tributárias e otimização do tamanho estatal. Economia e vida dialogam. A economia, por sinal, adota por objeto de estudo o fenômeno da escassez. 

Some-se a tudo isso oportunismo político, ineficiência estatal, abandono das metas fiscais, dispensas licitatórias, ejeção de recursos públicos preços superfaturados, bens não fornecidos, escândalos de corrupção.

No século XIX, escreveu Bastiat (p. 56): “Um cidadão não pode ser e não ser livre ao mesmo tempo”. Ficar confinado em casa, sem data para sair, degrada o entusiasmo pessoal por aprimoramento laboral, fragiliza autoestima humana, a criatividade do brasileiro no sentido de obter alternativas de sobrevivência pelo mérito, além comprometer o próprio elemento civilizatório. Sim ou não?

 
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Continua...
Professora Ana Paula
Enviado por Professora Ana Paula em 16/07/2020
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